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Comercial

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Sistema de aproveitamento de água de chuva

Conheça o Sistema de aproveitamento de água da chuva. Basicamente, o sistema para aproveitamento de água de chuva é composto por cinco elementos: filtro, freio d'água, filtro flutuante, multissifão e kit de interligação.

Em qualquer edificação, seja em uma casa, comércio, prédios, fábricas ou um empreendimento, a água de chuva que cai sobre os telhados ou pisos é encaminhada para a sarjeta na calçada ou para a rede de águas pluviais, sendo desperdiçada pela rede pública.

O aproveitamento da água de chuva, além de resultar em economia de água potável, contribui também para mitigar problemas relacionados com a escassez de recursos hídricos. É uma forma de uso mais racional da água potável e de se evitar seu uso para fins não potáveis, reduzindo a pressão sobre os mananciais.

O armazenamento da água de chuva em cisternas pode ser visto também como uma forma de contribuir para a redução de enchentes nos grandes centros urbanos. A água pode ter diversas aplicações domésticas, desde que respeitados os usos e cuidades de manejo.

Esquema típico de instalação e estágios de filtragem da água

Os cinco elementos que compõem o kit de aproveitamento de água de chuva e o funcionamento de cada item do sistema são mostrados na ilustração na página seguinte.

Dimensionamento de um sistema de captação de água de chuva

O primeiro passo para o correto dimensionamento de um sistema de aproveitamento de água de chuva é encontrar o ponto de equilíbrio entre três importantes pontos: captação, consumo e armazenamento.

Fotos: Marcelo Scandaroli
 

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Captação

O volume de água gerado em metros cúbicos por mês deve ser calculado por uma determinada área de telhado (em metros quadrados), considerando a eficiência do filtro (%) e do índice pluviométrico mensal (mm/mês) da região onde será instalado o sistema.

V = A x ? x I. P.


onde:


V = volume em metros cúbicos por mês (m3/mês)
A = área de telhado em metros quadrados (m2)
? = eficiência do filtro, adotamos 0,81 ou 81%
I.P. = índice pluviométrico mensal em milímetros por mês (mm/m)

Para obter informações precisas sobre índices pluviométricos mensais, o projetista poderá consultar os órgãos estaduais competentes. Por exemplo, para diferentes regiões do Estado de São Paulo, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Governo do Estado de São Paulo oferece esses dados. Assim, efetua-se uma média dos índices pluviométricos dos últimos 20 anos (mês a mês). Com esses valores pode-se calcular com certa precisão o volume de água que um determinado telhado irá conseguir gerar a cada mês.As áreas de pisos (lazer ou estacionamentos) não são muito recomendadas para o aproveitamento, pois costumam ser lavadas com produtos químicos. Também, em caso de vazamento de combustível de veículos, o fluido é direcionado para o ralo e consequentemente para a cisterna, contaminando a água filtrada de chuva.

Consumo

O volume de água de chuva é calculado em metros cúbicos por mês. É necessário saber onde será utilizada a água de chuva: vasos sanitários, irrigação de áreas verdes, processos industriais, reabastecimento de piscinas, lavagem de pisos, ferramentas ou veículos etc. e assim efetuar um cálculo do consumo mensal da água de chuva. Na maioria das vezes o consumo de água de chuva é contínuo e constante, e por isso precisamos ter um reservatório de água ou um armazenamento bem calculado.

 Armazenamento

O volume do reservatório inferior (cisterna) é calculado em metros cúbicos. Devemos observar o terreno e identificarmos o local ideal para a instalação desse reservatório, considerando- se o nível do terreno e o encaminhamento da tubulação, analisando de onde vem e para onde vai a água de chuva. Esses reservatórios podem ser construídos em concreto no local ou podem ser adquiridas caixas d'água prontas e próprias para serem enterradas. Essas cisternas devem ser dimensionadas e reforçadas, pois as mesmas podem trabalhar vazias (épocas de pouca chuva) suportando o peso da terra ao seu redor. Quando estiverem totalmente cheias, devem suportar a força da água.

Observações:

- A água de chuva filtrada deve ficar em local sem incidência de raios solares
-
 A água de chuva não é potável, ou seja, não pode ser ingerida
-
 A água de chuva não pode ser utilizada em pias de banheiro ou cozinha, assim como em chuveiros
-
 O descarte da água de chuva não pode ser interligada com a rede de esgoto da concessionária
- As torneiras de jardim para água de chuva devem ser identificadas como "água não potável". Recomenda-se utilizar uma torneira especial com trava, para evitar que uma pessoa desavisada ou uma criança abra a torneira e beba a água.

O projeto e a obra

No projeto e durante a execução da obra, um ponto muito importante é a questão de cotas das tubulações. As tubulações devem ter uma inclinação de, no mínimo, 1%, para permitir o fluxo de água dentro da tubulação, desde as descidas até o filtro ou do filtro até a cisterna ou sarjeta.No caso de uma cisterna de concreto, deverá ser construída com muito cuidado e a impermeabilização deve ser perfeita como se fosse uma piscina. Caso opte-se por um reservatório préfabricado de fibra, deve-se tomar cuidado com o assentamento em uma caixa de brita.A tubulação deve estar muito bem nivelada para evitar zonas de água parada dentro da tubulação.As conexões devem ser feitas com luvas adequadas com anéis de borracha, evitando-se bolsas improvisadas na obra.

Início de operação

Após a instalação completa dos equipamentos, deve-se efetuar uma limpeza geral da tubulação e dos reservatórios de água (superior e inferior). Muitas vezes, no final da obra, utiliza-se material químico para limpeza e remoção de tintas em geral. Nesse momento, o filtro em inox deve ser retirado para se evitar o entupimento dos orifícios.As bombas também devem ser escorvadas, ou seja, preencher com água a tubulação de sucção e a câmara do rotor da bomba.No início da operação o sistema deverá receber uma atenção especial com vistorias diárias e semanais, até que o sistema entre em funcionamento automático.

Manutenção

Os reservatórios devem ser inspecionados semestralmente, observando- se eventuais obstruções nas tubulações, se as tampas estão bem encaixadas e se existe algum tipo de rachadura ou perda de água.Recomenda-se que o reservatório inferior seja limpo a cada dois anos, de preferência no inverno e quando não houver previsão de chuva (tabela 1).

Controle da qualidade da água

A qualidade da água deve ser analisada segundo parâmetros físicos, químicos ou microbiológicos. Caso seja encontrada alguma anomalia na qualidade, o uso deve ser suspenso até que seja solucionado o problema (tabela 2).